Obsidian como segundo cérebro para LLMs
Cheguei nessa ideia quando o uso do Claude Code com Obsidian viralizou — mas não embarquei por modinha. Fui estudar o que havia por trás: estudos publicados, repositórios e ideias de gente bem conceituada, como o Karpathy. O que entendi é que usar o Obsidian como segundo cérebro nada mais é do que ativar a memória do LLM em um lugar diferente — e de uma forma que consome bem menos tokens.
Desmistificando a ideia
- Por algum motivo, LLMs entendem muito bem arquivos
.md— texto plano com estrutura leve é o formato que eles leem melhor. - O Obsidian entra pela conveniência: plugins como o de busca semântica facilitam o LLM achar a nota certa por significado, não por string exata.
- O grafo de ligar pontos, que tanto atrai nas capturas de tela, é praticamente só apelo visual — não é ele que faz a memória funcionar.
- No fundo, daria pra fazer o mesmo com um repositório de arquivos
.mdorganizado em Python com uma lib de busca semântica, ou com qualquer outra ferramenta que trabalhe com Markdown, como o Notion. O Obsidian é a embalagem; a ideia é memória em texto plano.
Como eu montei o meu
- MCPs próprios de leitura e escrita, pra o LLM usar o vault melhor do que um simples "abrir arquivo".
- Camada principal: as regras vivem dentro do próprio Obsidian, junto com um arquivo hot (~500 palavras) com a informação mais fresca — é a primeira coisa lida em toda sessão.
- Camada secundária: índices direcionados por assunto, que dizem ao LLM o que existe antes de ele abrir qualquer nota.
- Skills personalizadas que gravam as sessões de trabalho, processam e organizam o vault inteiro.
A regra de ouro
Eu nunca edito o vault manualmente. Se o LLM me traz uma informação errada de lá, eu ensino ele a corrigir — a manutenção da memória também é responsabilidade dele. E ele identifica pontos de aprendizado sozinho, gerando notas específicas de learnings que são priorizadas antes de qualquer atitude ou decisão.
O resultado: toda sessão começa de onde a última parou, sem eu gastar 10 minutos reexplicando contexto — e sem depender da memória interna do modelo, que entre conversas simplesmente não existe.